Ratinho lavou a égua

Não se deve confundir discrição com inação.

Pode parecer que o governador Ratinho Junior não se envolveu muito nas eleições municipais.

Mas é só nas aparências.

Embora tenha participado pouco na linha de frente da campanha, principalmente por causa das restrições que a pandemia vem impondo a reuniões e aglomerações, o governador trabalhou intensamente nos bastidores para articular as alianças que garantiram ao seu partido as posições de maior protagonismo no embate.

Aliás, ele seria bastante ingênuo se deixasse correr solta uma disputa absolutamente crucial para o seu projeto político de buscar o segundo mandato, escala fundamental para pensar em voos mais altos em 2026.

A estratégia foi um sucesso e ele emerge como o grande vitorioso do pleito com números impressionantes.

Feitas as contas, o PSD ganhou ou compôs a chapa vencedora em nove das dez cidades mais populosas do estado; elegeu o prefeito ou o vice de 246 dos 399 municípios paranaenses e conquistou, sozinho, 129 prefeituras, nada menos que 101 a mais do que em 2016.

Em resumo, Ratinho seguiu o antigo dito popular que se ouvia nas “carreiras” que marcavam as tardes de domingo no interior: a corrida se ganha no atar os cavalos, ou seja, na formação das duplas para o páreo.

Eleição também.

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