Façam suas apostas


Ainda que tenha declarado dias atrás que os jogos de azar não são bem-vindos ao Brasil e afirmado que deve vetar o projeto que legaliza a volta dos cassinos, caso seja aprovado pelo Congresso Nacional, o presidente Jair Bolsonaro reconhece que a sua posição, apoiada por diversos setores religiosos, dificilmente evitará que a autorização entre em vigor.
Realista, ele lembrou que em dezembro a Câmara dos Deputados aprovou pelo elástico placar de mais de 300 votos a tramitação da proposta em regime de urgência, sinalizando que existe no parlamento uma folgada maioria para, futuramente, derrubar seu eventual veto e promulgar a lei.
Sob determinadas regras de funcionamento, os cassinos, proibidos no país desde a década de 1940, podem dinamizar o desenvolvimento de diversas regiões turísticas, gerando muitos empregos e vultosos impostos para os cofres da União, estados e municípios.
É um jogo onde todos ganham.
Anualmente, milhares de brasileiros viajam para o Paraguai, Uruguai, Argentina e outras nações vizinhas, sem falar em Las Vegas e na Europa, para despejar fortunas nas mesas de roleta e nas máquinas caça-níqueis.
Já que não há como evitar isso, que ao menos uma parte dessa dinheirama fique aqui.
Não sejamos hipócritas.




Existe uma lista de motivos para terem proibido os jogos de azar, e tenho certeza que geração de emprego, lucros no setor turístico e outros “milagres” citados pelos nobres amigos não estão nesta lista.
Legalizar os jogos de azar pode até trazer alguns prós para a sociedade, mas esses só serão maiores que as mazelas se for realizado pelo próprio governo um rígido controle, através de leis e fiscalização.
A pergunta que não quer calar é essa: vão criar leis e um sistema de fiscalização eficiente para isso?
Sem isso, meus caros, legalizar jogos de azar só por fazer trará um belo retrocesso ao Brasil.
Boa Caio. É como eu penso. Muitas pessoas tem prazer em passar horas naquelas maquininhas ou na roleta. E tem dinheiro para isso. Proibir é hipocrisia.
Sou completamente a favor da legalização dos cassinos e não “apenas” porque promove locais turísticos, gera empregos e impostos, mas também por discordar SEMPRE de que o estado tenha o poder de definir o que os cidadãos podem ou não fazer, quando esse fazer não seja prejudicial a terceiros. Países muito mais desenvolvidos que o nosso permitem o funcionamento de cassinos, por que não no Brasil?