Opinião

Tiro do PT que sairá pela culatra

Por Nilso Romeu Sguarezi*

Quando até a ASSOCIAÇÃO COMERCIAL DO PARANA, com seus 136 anos de existência, na representação dos empresários paranaenses, vem a público se manifestar e reafirmar que é apartidária, mas que jamais deixou de se posicionar nos momentos mais críticos e difíceis da nossa sociedade, é fundamental saber o que ela está dizendo:

“Na calada da noite deste sábado, uma decisão monocrática, contrária à jurisprudência predominante do próprio Tribunal Superior Eleitoral, suspendeu a campanha do candidato Deltan Dallagnol, a poucos dias do pleito. Decisões como essa têm se tornado rotineiras em nosso país. Carregadas de cunho político, ingressam na seara legislativa e, por consequência, geram instabilidade e insegurança jurídica”.

E na sua declaração pública enfatiza:

“Não podemos tolerar que a Justiça Eleitoral interfira nas eleições a ponto de desequilibrar o pleito, quando sua missão é justamente trazer segurança ao processo democrático”.

“Esta carta é um chamado a você, cidadão paranaense. No próximo dia 4 de outubro, convocamos todos a votar e a exercer o seu direito fundamental de livre escolha. O voto é a resposta mais forte que uma sociedade livre pode dar”. Esperamos e rogamos que a ordem seja restabelecida. Dizemos à população que estamos vigilantes e que, como todo brasileiro, não vamos fugir da luta por um país correto e próspero”.

Além da aprovação do TRE que conhece a vida pregressa deste paranaense injustiçado em Brasília, o tempo como senhor da razão, comprovou que todos os procedimentos do Ministério Público Federal que existiam contra Dalagnol, antes dele demitir-se em 2021, para concorrer como candidato a Deputado Federal nas eleições passadas de 2022, quando foi o mais votado do Paraná, com 344.917 votos, foram arquivados. Em nenhum deles Deltan sofreu condenação ou qualquer punição a que redundasse inelegibilidade.

Pessoalmente conheço o Deltan Dallagnol, como jovem estagiário do meu irmão Nelson Antônio Sguarizi, no escritório da nossa sociedade SGUAREZI ADVOGADOS ASSOCIADOS LTDA. Sempre foi muito estudioso e inteligente. Deltan Dalagnol foi aprovado em Primeiro Lugar Geral no Vestibular de Direito da UFPR e da PUC-PR, ganhando como prêmios do Curso Positivo, de Curitiba – PR, dois carros VW Gol, 0 km, que os doou para instituições de caridade.

Logo após, foi aprovado em segundo lugar no concurso do Ministério Público Federal, com nada menos que 11 mil candidatos. Filho de Agenor Dallagnol, honrado e diligente Promotor de Justiça do Paraná, em especial junto às Comarcas de Dois Vizinhos e Pato Branco, na Região Sudoeste do Paraná, por mais de 20 anos. Seguiu com competência e coragem os ensinamentos do seu saudoso pai, um exemplar membro do Ministério Público do Estado do Paraná.

Pouco depois do início da sua atividade no cargo de Procurador Federal, também como prêmio por sua atuação funcional, que logrou obter a devolução de mais de R$ 2 bilhões em ações que atuou contra criminosos que haviam lesado nossa Pátria, foi-lhe concedida bolsa integral de estudos na renomada Universidade de Harvard, nos EUA. O valor que Deltan conseguiu naquela época reaver para os Cofres da União Federal foi um recorde, até então, em toda a história do Ministério Público Federal, o que motivou a concessão da referida Bolsa de Estudos em Harvard, onde também destacou-se no curso de especialização no combate à corrupção.

O verdadeiro alvoroço que se nota nas redes sociais contra a proibição de continuar sua campanha eleitoral, explica porque lidera todas as pesquisas como o mais votado nesta eleição de Senador. O tempo, sempre ele, vai se encarregar demostrar que tudo isso SERÁ UM TIRO PELA CULATRA contra a candidata Gleise Hofmann do PT que ainda dominam o TSE. Agora querem “tomar a eleição” como disse o ex-Ministro Barroso.

Não é coincidência que a liminar que o retirou da propaganda tenha sido concedida pelo Ministro Floriano de Azevedo Marques, nomeado por Lula em 24/05/2023, amigo íntimo e antigo do Ministro do Alexandre de Moraes, que mesmo “Antes do encerramento da sessão, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, informou ao Plenário que o presidente da República escolheu os advogados Floriano de Azevedo Marques Neto para a vaga do ex-ministro Sérgio Banhos e André Ramos Tavares, para a vaga do ex-ministro Carlos Horbach. Em nome da Justiça Eleitoral, o ministro Alexandre de Moraes agradeceu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela celeridade na nomeação”.

Após o plenário do TSE, nesta segunda-feira, ter confirmado a liminar, dá para entender que o sistema petista ainda está funcionando contra os que combatem a corrupção.

Nas eleições uma verdade se expressa: O POVO NÃO VOTA EM QUEM QUER MANIPULÁ-LO COM INVERDADES E INJUSTIÇAS.

Será mais um tiro pela culatra contra o ancião sindicalista Lula, por mentir descaradamente ao dizer que é POBRE, quando no seu registro de candidato no TSE, declarou um patrimônio de R$ 4.775.650,64, além de ter planos de previdência privada na ordem de TRÊS MILHÕES DE REAIS, ou seja, um patrimônio declarado de R$ 7.400.000,00. Pobre mas com seu filho Lulinha morando naquele condomínio de luxo na Calle/Camino de los Jardines, 15 — 28109 Alcobendas, Madrid, Espanha, pagando um aluguel de cinco mil euros por mês?

Pobres estão os 80% das famílias brasileiras endividadas, que assistem Lula e Dona Esbanja viajando pelo mundo afora e hospedando-se em hotéis de luxo com diárias milionárias, sempre pagas com cartão corporativo da presidência e com sigilo decretado por Lula pelo tempo de apenas 100 anos, como agora em Nova York, levando uma pequena comitiva de 76 cumpanheros.

Mexeram com vara curta no corajoso Deltan Dalagnol que se realmente for impedido de disputar a eleição, terá no mínimo duas opções. 1) desiste da candidatura e pedir a transferência dos seus votos para outros candidatos ou 2) a oposição vencendo estas eleições poderá convocar o competente, corajoso e incorruptível Dalagnol para ser Ministro da Segurança Pública ou da Justiça para enquadrar os corruptos que estão encastelados a 20 anos no poder.

*NILSO ROMEU SGUAREZI, advogado, ex-deputado constituinte de 1988, defensor da tese da CONSTITUINTE EXCLUSIVA, com 50% de homens e mulheres, sem fundo eleitoral, com voto distrital e inelegibilidade de dez anos para quem escrever a nova constituição.

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