Antes de melhorar, vai piorar

Diante do fato de que as atuais vacinas contra a Covid-19 revelaram-se pouco eficazes no combate à ômicron, que é cem vezes mais transmissível, embora, felizmente, bem menos letal, que as cepas que a precederam, convém redobrar nas próximas semanas os cuidados básicos que vêm se mostrando eficientes para conter a disseminação da doença: usar máscara, higienizar as mãos e praticar o distanciamento social.

Levando-se em conta as projeções matemáticas dos virologistas, o pico das infecções no Brasil pela nova variante deve ocorrer entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, quando os casos poderão ultrapassar a marca de 1 milhão por dia, número que considera também aqueles que serão contaminados, mas não testados, ou seja, que não irão aparecer nos dados oficiais do país.

A boa notícia é que, se o novo ciclo do coronavírus acompanhar o padrão verificado em outros países, acontecerá logo em seguida uma rápida desaceleração dos contágios, pois o patógeno não encontrará mais tanta gente suscetível à sua ação.

Dez entre nove cientistas apostam que, a partir daí, estaremos caminhando para o término da pandemia e sua transformação em uma enfermidade respiratória endêmica, como as gripes sazonais, que enfrentaremos com imunizações periódicas e medicamentos antivirais.

Dos males, o menor.

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2 Comentários

  1. Eu ainda não vi nenhum cientista dizendo que logo depois da ômicron caminharemos para o fim da pandemia. Ainda é muito cedo para dizer algo assim. Afinal, como há bastante gente não vacinada, ainda é possível surgir variedades novas e mais agressivas. O final da pandemia ainda é uma incógnita.

  2. E vale um lembrete: evitar todas as contaminações possíveis durante o Carnaval para que não tenhamos um sobe e desce de casos.

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