Quem deve não teme

Duas grandes vitórias estão sendo efusivamente festejadas nesta semana pelo movimento liderado por políticos de alto coturno de todas as correntes ideológicas que se empenham com extremo denodo para consolidar no país a impunidade dos ricos e poderosos.

A primeira celebração deveu-se à decisão do Tribunal de Contas da União de isentar os membros do Conselho de Administração da Petrobras, entre eles a ex-presidente Dilma Rousseff e o ex-ministro Antonio Palocci, ela à época no comando do colegiado, de quaisquer responsabilidades por terem aprovado em 2006 a desastrosa compra da sucateada refinaria de Pasadena, nos Estados Unidos, que rendeu para a estatal um prejuízo estimado em 1 bilhão de dólares, mas botou propinas gordas nos bolsos de muita gente.

A segunda ótima notícia veio do Supremo Tribunal Federal (esse tarda, mas nunca falha) que tornou Lula apto para candidatar-se ao Palácio do Planalto em 2022 ao confirmar a anulação das condenações dele por corrupção passiva e lavagem de dinheiro nos casos do tríplex do Guarujá e do sítio de Atibaia, crimes apurados e comprovados pela Operação Lava Jato, com a bizarra justificativa, inventada cinco anos após o início das investigações, de que os processos deveriam ter sido instaurados na primeira instância da Justiça Federal de Brasília e não em Curitiba.

Veio-me à lembrança, diante disso tudo, que durante o julgamento de Sadam Hussein, condenado e executado na forca em 2006 pelas atrocidades que cometeu no tenebroso período em que comandou o Iraque com mão de ferro, fez enorme sucesso na internet o hilário vídeo (assista no link abaixo) em que o tirano, afirmando que não sabia de nada, pedia o telefone de Lula dizendo que o petista também alegava não ter conhecimento das bandalheiras perpetradas em seus governos e iria ajudá-lo a sair da enrascada.

Mas o melhor momento da criativa montagem é quando Saddam brada: “Quero ser julgado pelos juízes que julgam políticos em Brasília!”.

Se fosse possível, não é de duvidar que ele estaria hoje vivo, lépido e fagueiro, andando por aí livre, leve e solto…

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