Perto do “sim”

Caso se confirme (os noivos ainda estão ajustando os termos de convivência), o provável casamento de Jair Bolsonaro (hoje sem partido) com o Patriotas terá dois momentos de celebração.

O primeiro, no decorrer do próximo mês, será a troca das alianças, representada pela assinatura da ficha de filiação propriamente dita, com a pompa e a circunstância que o acontecimento pede.

O segundo, programado para março do ano que vem, será a grande recepção aos convidados, quando abre-se a chamada “janela partidária”, que permite aos parlamentares mudar de sigla sem o risco de perder o mandato.

Antes de Bolsonaro fazer barba, cabelo e bigode nas eleições para o comando das duas casas do Congresso Nacional (abocanhando o Senado e a Câmara e humilhando seu arqui-inimigo Rodrigo Maia), estimava-se que pelo menos meia centena de deputados e senadores iriam seguir o presidente e ingressar na nova agremiação com ele.

Agora, depois de demonstrar a força de sua articulação política, atraindo o Centrão de mala e cuia para a base do governo, semeando a cizânia nas hostes da oposição e consolidando seu favoritismo para buscar a reeleição, a adesão deve ser bem maior.

Esse pessoal não prega prego sem estopa.

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3 Comentários

  1. Bem, se o problema era a falta de apoio, agora so falta trabalhar, proque acreditem quem quiser, que neste governo nao tem corrupcao, so a mocada, mas quando começar a aprecer, isto é se um dia vai, ai, …

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