Gugu Bueno encerra a campanha com entregas na bagagem e o futuro em pauta

Cidades costumam crescer à frente das próprias ruas. O calçamento chega depois das casas, o hospital depois da fila, a escola depois das crianças. Encurtar a distância entre a necessidade e a resposta é, em boa medida, o ofício discreto de quem representa uma região na capital.
É nesse terreno que o deputado estadual Gugu Bueno (PSD), primeiro-secretário da Assembleia Legislativa do Paraná, atravessa a semana derradeira da campanha pela reeleição, apresentando o que foi feito e o que ainda está por vir.
O balanço tem endereço certo. Para o asfalto urbano de Cascavel, foram R$ 139 milhões; para a pavimentação rural, R$ 135 milhões. A educação recebeu R$ 60 milhões e a saúde, R$ 45 milhões, num conjunto que alcança ainda outras áreas.
Os números ganham corpo em obras que já fazem parte da paisagem: a nova ala materno-infantil do HUOP, o Colégio Riviera, a Delegacia Cidadã, o Bairro Lago Azul com 100% das ruas asfaltadas e a Estrada Jacob Munhak, no Distrito de São João, enfim pavimentada.
O ciclo seguinte já está em movimento. Com o apoio do parlamentar, o Governo do Estado avança na Trincheira do Cascavel Velho, no Hospital da Região Norte e em novos programas de recapeamento na cidade e de pavimentação no interior do município.
O próprio deputado trata a lista como ponto de partida, não de chegada: “Ainda temos muito trabalho pela frente. Na nossa região, há obras históricas acontecendo e outros projetos que precisam avançar. Quero continuar usando essa força política para defender o Oeste, fortalecer a saúde, avançar na infraestrutura e seguir trabalhando pela educação, que sempre foi uma bandeira do nosso mandato.”
Parte desse peso vem do posto que ocupa. Gugu é o primeiro cascavelense da história a assumir a Primeira Secretaria da Assembleia, o que ampliou o poder de articulação da cidade e da região junto aos centros de decisão do Estado. Ao lado do presidente Alexandre Curi, participa da condução administrativa e financeira da Casa, numa gestão marcada por economia, modernização e transparência.
Boa parte dos recursos destinados a Cascavel nasceu da parceria com o governador Ratinho Junior e com Sandro Alex, que comandou a Secretaria de Infraestrutura e Logística. O Trevo Cataratas, uma das obras mais aguardadas da região, é citado pelo deputado como retrato dessa engrenagem.
Para os próximos anos, as prioridades seguem em sintonia com o plano de governo de Sandro Alex: o Contorno Norte de Cascavel, a consolidação do Hospital da Região Norte, a implantação de um novo Colégio da Polícia Militar e a criação do Batalhão da Patrulha Rural, com sede no município.
Por trás da agenda, uma leitura de horizonte regional: “O Oeste não pode correr atrás do crescimento; precisa se antecipar a ele. Temos que conectar produção, indústria, tecnologia, universidades e logística para tornar a região cada vez mais competitiva e estratégica para o Paraná e para o Brasil.”
Aplicado à cidade, o raciocínio ganha a forma de um calendário mais longo. “Não podemos planejar Cascavel apenas para a cidade que temos hoje. Precisamos pensar na Cascavel de daqui a 10 ou 20 anos e fazer agora as obras e os investimentos que ela vai precisar no futuro”, defende.
Na reta final, o objetivo declarado é preservar o protagonismo conquistado pela região e convertê-lo em novos recursos. Sobre a marca que espera imprimir à vida pública, o parlamentar resume: “O legado que eu gostaria de deixar é justamente esse: um Oeste mais forte politicamente, mais integrado, com infraestrutura preparada para continuar crescendo e municípios com voz nas grandes decisões.”
Na boca de quem nunca passou por ali, a frase seria apenas promessa. Na de quem ocupou um lugar inédito para a cidade, soa como continuidade, sustentada por mais de R$ 460 milhões já conquistados para Cascavel.
Mandatos parlamentares costumam ser medidos em votos, mas é no chão das cidades que eles se revelam de fato: na mãe que encontra leito na maternidade, no aluno que ganha uma sala nova, no produtor que deixa de atolar a safra na estrada de terra.
É nessa matéria-prima cotidiana, menos visível que os discursos e mais duradoura que eles, que a representação política encontra sua razão de existir.
Cascavel e o Oeste chegam às urnas sabendo que uma região, quando ocupa lugar à mesa do poder, deixa de pedir e passa a decidir.



