Farinha do mesmo saco

Exemplo mais bem acabado do estrondoso fracasso do socialismo, a Venezuela continua insuperável em sua desastrosa trajetória.

Explicando por si só grande parte dos motivos que já levaram mais de seis milhões de venezuelanos a se refugiar em nações da América Latina e Caribe em busca de condições menos miseráveis de vida, protagonizando um êxodo de proporções bíblicas que só perde neste século para a Síria, que está em guerra civil há dez anos, o país fechou 2021 com uma inflação de 686,4%.

É a maior taxa do planeta.

Em menos de duas décadas, não custa lembrar, a Venezuela deixou o clube dos países mais ricos do mundo para ultrapassar o devastado Haiti e se tornar o mais pobre das Américas, fruto de decisões políticas e econômicas que envolveram intervenções nos meios de produção, perseguição a empresários, controle de preços, controle de câmbio das divisas, violações ao direito de propriedade, irresponsabilidade fiscal na gerência dos recursos públicos, eleições fraudulentas, censura à imprensa, loteamento de empresas estatais para amigos do governo e corrupção desenfreada e endêmica.

Ainda assim, a toda hora e sem o menor constrangimento, vemos os mais ilustres expoentes da esquerda brasileira apoiando, defendendo e idolatrando a ditadura inaugurada por Hugo Chávez e fielmente conduzida pelo sucessor e fantoche Nicolás Maduro com o propósito de se apropriar do estado e seguir oprimindo e roubando impunemente o povo venezuelano.

Devem morrer de inveja dos companheiros bolivarianos.

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