La mano de Dios

Faltando mais de um mês para os festejos da data máxima da Cristandade, saiba que já houve comemorações de Natal neste ano na Argentina.

Ao menos, é bom esclarecer, para uma parcela dos admiradores mais fervorosos do maior jogador de futebol que o país já teve.

É preciso voltar um pouco no tempo para contar melhor essa história.

Com o fim da carreira do ídolo se aproximando, devotos de Diego Armando Maradona decidiram santificá-lo ainda em vida e, em 30 de outubro de 1998, quando ele completava 38 anos, fundaram na cidade de Rosário a Igreja Maradoniana.

Além de erguer o templo para cultos de adoração ao esportista, esses fanáticos torcedores criaram também um novo calendário, iniciado a partir de a.D. (antes de Diego) e d.D. (depois de Diego).

Como o marco da virada é o nascimento de Maradona, o Natal de seus fiéis também foi alterado.

Assim, no último dia 30 de outubro, aniversário dele, milhares de argentinos prestaram homenagens a Diego na igreja onde ele é “deus”.

Ainda não há notícias de que Dieguito tenha realizado algum milagre, a não ser que se enquadre na categoria o polêmico gol que ele fez contra a seleção inglesa na Copa de 1986, no México, ao subir para cabecear e dar um toque com a mão para passar a bola por cima do goleiro Peter Shilton.

Sobre o lance, Maradona eternizou uma célebre explicação: “Não foi minha mão, foi a mão de Deus”.

Começava a nascer a divindade.

Como outros rituais da religião, é muito peculiar a cerimônia de batizado maradoniano: basta dar um salto imitando o pulo de Diego naquela jogada e levantar a mão em frente a uma figura em cartolina do goleiro inglês.

Os seres humanos são dados a cultivar as bizarrices mais inimagináveis.

Mas os nossos vizinhos capricharam.

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2 Comentários

  1. Inacreditável, mas em se tratando de gente que se considera europeu na América Latina, temos que aceitar.
    Estão ajudando a desencaminhar os fracos na fé (cristã) para deixar o mundo tal como está apregoado na Bíblia, e como consta um destaque de Jesus sobre o estado em sua segunda vinda: E haverá fé? Cuidemos para não estragarmos ainda mais o mundo para nossos sucessores!

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