Vendeu, mas não entregou

Amargando a ressaca do retumbante fiasco de público nos manifestos convocados pelo partido no Dia do Trabalho, que perderam de goleada em todo o país para as concentrações a favor de Bolsonaro, o comando do PT tem outro problema para lidar às vésperas do lançamento da candidatura de Lula, anunciada para o próximo sábado.

Convidado para concorrer a vice na chapa liderada pelo ex-presidente com a missão de atrair apoios no espectro ideológico de centro-direita, Geraldo Alckmin até agora não fez o dever de casa.

Repudiado por seus antigos eleitores pela mudança de lado, consumada ao trocar o PSDB pelo PSB para formalizar a aliança com o ex-rival que até há pouco tempo xingava de ladrão, o ex-governador paulista abraçou de forma tão entusiasmada as bandeiras da esquerda, como a revogação da reforma trabalhista e a volta do imposto sindical, que perdeu o resto do crédito e do respeito que ainda dispunha para dialogar com setores da sociedade que não engolem o PT.

Mas o pior de tudo foi vê-lo em um comício gritando vivas a Lula e no evento em que, ao lado de conhecidos esquerdistas, entoou com voz vibrante o hino da Internacional Socialista, em duas humilhantes demonstrações de sabujice explícita. Nada poderia ser mais patético.

Sem ter entendido, ao que tudo indica, qual é o seu papel nesse canhestro arranjo político, Alckmin parece um velho petista.

Mais realista do que o próprio rei, corre o risco de não servir pra nada na campanha.

Que assim seja.

Artigos relacionados

Um Comentário

  1. A classe média brasileira (comerciantes e trabalhadores) acordou para a política com as corajosas e patrióticas atitudes de Bolsonaro.

Deixe um comentário para Olavo Arsênio Fank Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Verifique também
Fechar
Botão Voltar ao topo