Requião sendo Requião

Já em seu primeiro pronunciamento após filiar-se ao Partido dos Trabalhadores para buscar o quarto mandato no Palácio Iguaçu, o ex-senador Roberto Requião deu uma baita força para a reeleição do governador Ratinho Junior.

Fazendo um afago ao MST, o novo petista vociferou duras críticas à propriedade privada, um direito plenamente assegurado na constituição federal, declarando que “enquanto houver uma área com capacidade produtiva vazia, ocupada por monopólios de monocultura, não é aceitável que a gente considere um título de propriedade para impedir o povo de lavrar e plantar.”

Leia-se: se ele, por um trágico infortúnio, se eleger, estará aberta a porteira para uma onda de invasões de fazendas e terror no campo, sem qualquer chance de repressão por parte do estado.

Para deixar bem claro seu incentivo à barbárie, fez ainda questão de enfatizar à plateia de assentados presentes no evento que eles só devem aceitar títulos de terra “assinados por Deus”.

Nem o PT chegaria a tanto.

Muito menos Lula, seus filhos e parceiros, além de outros próceres da sigla, donos de vasto patrimônio pessoal (acumulado todo mundo sabe como), do qual certamente não abrem mão.

Não é nenhuma novidade que Requião nutre entusiasmada simpatia pelo comunismo.

Desde o início de sua longeva carreira política, o velho caudilho das araucárias sempre defendeu ideias marxistas e, façamos justiça, jamais escondeu isso de ninguém.

Por conta de sua inclinação socialista não foram poucos os embates com empresários e produtores rurais que marcaram seus três governos.

Agora parece que o espírito de Lênin baixou nele com tudo, mas devemos ser-lhe profundamente gratos por facilitar as coisas.

Nunca foi tão fácil, na história das eleições no Paraná, escolher um lado.

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4 Comentários

  1. Fico imaginando como garantir alimentos para o mundo e equilíbrio na nossa balança comercial exportando milhões de toneladas de cereais, sem monoculturas mecanizadas e com alta tecnologia agregada, apenas com rocinhas de Sem Terras armados de enxada, foice e martelo…

    1. É fato que é preciso rever o modelo de agronegócio que prioriza a exportação em detrimento ao mercado interno, o que leva o preço às alturas. Nem a foice e o martelo, nem o agro é pop gourmet.

    2. Quem sabe guardar U$ no armário do irmão sempre tem reserva para muitas campanhas ou como disse aquele ministro do TSE, na prestação de contas da dilMAIS, (está no YouTube) é bom ser governo na c l e t p o c r a c ji a.

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