É bom ficar de olhos bem abertos

Maior compradora mundial de soja, a China vem acelerando a diversificação de seus fornecedores não apenas para garantir o abastecimento sem sobressaltos de sua população de mais de 1,3 bilhão de habitantes, mas, também, para tornar-se menos dependente de alguns poucos países e atender interesses geopolíticos.

O principal alvo desse plano, um dos pilares de sua estratégia para conquistar a liderança econômica global, é o continente africano, onde já detém uma ampla e crescente influência, além de total controle da logística.

Há poucos dias, um alto funcionário do Ministério das Relações Exteriores da China anunciou um acordo para importação da oleaginosa da Tanzânia, “abrindo novas oportunidades para os agricultores locais encontrarem um destino confiável para o produto”.

Disse, ainda, que a decisão estava em consonância com a promessa de Pequim de apoiar as nações africanas, facilitando suas exportações para o colossal mercado chinês.

Trata-se de um movimento que acende a luz amarela para os plantadores brasileiros, que embarcam mais de 70% de sua produção de soja para os portos chineses.

Diante das ameaças do cenário, não resta outro caminho senão utilizar as mesmas armas: diversificar a clientela para não permanecer nessa extrema e perigosa dependência do gigante asiático.

Enquanto é tempo.

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Um Comentário

  1. Parabéns prezado Caio pela lúcida matéria e pela ênfase dada aos protagonistas locais do “sojasociety”! Agrobusiness se faz com “Lobby” não somente com intenções!

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