Baralho de cartas marcadas

Antes de terminar em pizza, como parece ser seu destino final, igual ao que já ocorreu no passado com tantas outras que se desvirtuaram no caminho para servir apenas aos propósitos eleitoreiros de seus integrantes, a CPI da Covid acabou em briga.

Tentando justificar o vazamento antecipado (que ele mesmo promoveu) do seu relatório para imprensa, motivo de duras críticas de seus colegas do grupo dominante do espetáculo circense em que se transformou a investigação, o senador Renan Calheiros argumentou que era impossível manter o documento sob sigilo absoluto em um ambiente de trabalho que reuniu mais de 50 pessoas, entre parlamentares, seus assessores e funcionários da Casa.

E completou sua desculpa esfarrapada com uma pérola da desfaçatez, que, aliás, não surpreendeu quem o conhece, ao afirmar que, além do mais, não havia mais nenhum segredo a guardar já que o relatório estava concluído há mais de dois meses.

Ou seja, durante 60 dias a comissão ficou convocando e massacrando depoentes na sala da inquisição sem qualquer propósito, provando, mais uma vez, o que todo mundo já sabia: que o matreiro relator tinha sua lista de culpados pronta desde antes do início da CPI, armada com a exclusiva finalidade de causar desgaste político ao governo.

É Renan sendo Renan.

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